segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Como Funcionam os Tags RFID

19.08.2010
Como funcionam os Tags RFID

Um dos componentes mais importantes para poder implementar a revolucionária tecnologia RFID dentro da cadeia de produção de uma empresa, é sem dúvida a etiqueta do tipo RFID, que serão responsáveis em acompanhar os produtos, para transportar relevantes informações em si mesmo.

Devido as inumeras vantagens que este tipo de identificação automática nas mercadorias de forma individual, os especialistas asseguram que nos próximos anos, 95% dos produtos mundiais viajarão acompanhados de etiquetas do tipo RFID.

Esta projeção surgiu devido a avaliação do comportamento e funcionalidades a tecnologia RFID oferece ao setor produtivo. As grandes vantagens das etiquetas residem em seu formato delgado e flexivel, praticamente indestrutível, e no extenso espaço de armazenamento que fornecem, graças a utilização de chips com diferentes capacidades de memória.

Em princípio, cabe ressaltar que existem 2 tipos de etiquetas RFID, que se diferenciam básicamente pela forma de fincionamento com respeito a necessidade de utilização de fonte de energia.

Etiquetas RFID passivas

São aquelas que sómente ativam quando recebem o sinal de um leitor RFID nas proximidades, do qual captaram a energia necessária que utilizam para sua ativação.

Etiquetas do tipo ativo.

Também conhecidas como etiquetas semipassivas ou semiativas, as quais requerem uma alimentação independente para funcionar, que em geral é tomada de uma bateria interna que inclue a etiqueta.

Devido aos custos de fabricação e comercialização, as etiquetas passivas são as mais utilizadas pelo mercado atual, já que não necessitam de bateria interna, seu valor é muito mais baixo que os outros tipos de tags ativos.

Por outro lado, as etiquetas ativas são mais resistentes a agua e metal, pois oferecem uma maior confiabilidade e exatidão dos dados por ela transportados.

Sem dúvida, as etiquetas ativas oferecem um maior range de leitura, que permite serem captadas por leitores RFID até distâncias de dezenas de metros.

Por seu lado, os tags passivos permitem alcançar uma distância entre 10 cm a alguns poucos metros, de acordo com a frequência da antena HF ou UHF e o próprio design da etiqueta.

Atualmente, a maioria das etiquetas passivas utilizadas pelas empresas para a identificação de seus produtos provem de de fábricas tais como, Hitachi, Alien Technology, Smart Code e Symbol Technologies.

Cabe destacar que em seu conjunto, as etiquetas passivas estão compostas por diferentes camadas que permitem realizar suas funções corretamente.

A primeira camada é o papel frontal que se imprime todos os dados relativos ao produto que acompanha. Este papel também serve como protetor do chip que se encontra em sua parte posterior.

A camada seguinte é destinada ao chip RFID, que consta de um circuito miniaturizado onde se encontra a informação do produto em memória do tipo não volátil. Lembremos que neste tipo de etiquetas, o chip é capaz de alimentar-se com energia tomada de qualquer onda eletromagnética.

O chip está anexado a etiqueta mediante alguns apoios denominados "bumps", que são construidos em ouro, com finalidade de oferecer rande resistência, condutividade e pressão sobre o elemento.

O componente seguinte é a antena impressa de RFID, fabricada em material condutivo especial, cujo trabalho será captar as ondas eletromagnéticas que alimentam o chip, e transmitir a informação que está armazenada.

Além de tratar-se de etiquetas ativas ou passivas, os tags normalmente também se diferenciam de acordo com a relação que tenham com os itens que representam. Desta maneira existem etiquetas de treis tipos: associáveis, implantáveis e inseríveis.

Entretanto, um dos aspectos fundamentais no momento de utilizar etiquetas RFID nos produtos reside na escolha da localização do tag.

Tenha-se em conta que a localização da etiqueta pode afetar o funcionamento eficaz da mesma, sobretudo quando se trata de tags passivos, que necessitam receber energia dos dispositivos leitores para serem ativados.

Antonio Luque
Sbitec Automação Ltda
E-Mail: sbitec@sbitec.com.br

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

APLICAÇÃO DE RFID NA GESTÃO DE ATIVOS.

Hospital utiliza tecnología RFID para a gestão de ativos In-House

Um hospital de 500 leitos no sudeste da Georgia, procurava uma melhor maneira de rastrear a localização e utilização dos equipamentos móveis dentro do hospital. A partir da implementação do sistema do sistema de identificação por rádio frequência e localização em tempo real (RTLS), a gestão de ativos é mais eficaz e mais economica.

"Quando vi pela primeira vez em novembro de 2004, realmente não tinha idéia clara do estava ocorrendo com nossos ativos", disse Al Hardy, o responsável de compras de bens de capital e gestão de ativos do hospital. " Não podíamos rastrear sua localização, o custo de manutenção e a taxa de utilização".
Hardy tinha conhecimento de RFID desde seus dias no exercito. Sua função era equivalente a de um engenheiro clinico em um hospital do exercito dos EE.UU, e durante sua visita ao armazem do hospital, se deu conta que existia a oportunidade para implementar o sistema RFID. Ele se ofereceu a implantá-lo, mas o projeto nunca avançou.

Não obstante seguiu interessado na tecnologia RFID, e quando se integrou ao hospital da Georgia, começou a explorar a possibilidade de instalar um novo software de gestão de ativos, juntamente com um sistema de tecnologia RFID. A grande pergunta era como pagar por ela. O hospital da Georgia tinha dúvidas e não havia verba para o investimento adicional.

Hardy e outros membros da equipe de gestão de ativos analisaram se seria mais barato fazer o trabalho in-House utilizando um sistema RFID, ou efetuando contratando serviço externo. Descobriram que na realidade seria mais barato.
O sistema foi instalado em março de 2010 e se identificaram 1.900 ativos, entre eles, equipamentos de infusão, dispositivos de compressão e respiratórios.

Segundo Hardy, " Agora, antes de substituir o equipamento e comprar um adicional, podemos utilizar o RTLS para determinar a taxa de utilização, o tempo que se demorou na reparação de um equipamento, e seu uso para se decidir se realmente necessita gastar este valor.

( Esta experiência no Hospital da Georgia vem a contribuir para as empresas terem subsidios para decidir sobre a utilização do RFID )

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Análise Resumida - RFID X CÓDIGO DE BARRAS

Vejam abaixo uma análise resumida sobre as questões relativas a utilização de RFID ou Código de Barras.

RFID vs. Código de Barras

O código de barras tem sido o principal meio de identificação e tem provado ser bastante efetivo, não obstante ter suas limitações. Quais vantagens e desvantagensrepresenta em relação ao RFID?

Durante os ultimos 25 anos o código de barras de barras tem sido o principal meio de identificação automática de produtos na cadeia de abastecimento.

As características chaves a serem consideradas quando se compara RFID com o código de barras giram em torno da capacidade de legibilidade, a rapidez de leitura, a durabilidade da etiqueta, a quantidade de informação, a flexibilidade da informação, os custos da tecnologia e os padrões.

Uma migração para a RFID envolve um conjunto de considerações, sendo uma das principais se o código de barras deve ser complementado ou se será substituido definitivamente.
Método de Leitura

Os leitores ópticos de códigos de barras requerem uma verificação visual direta. O leitor indica quando obtem uma boa leitura dentro de seu campo, e uma má leitura é imediatamente associada com uma etiqueta e um item especifico.Este tipo de relação é estabelecidada uma a uma.

A leitura por RFID não requer linha de visão para obter a informação da etiqueta. O sinal da frequência de rádio ( RF) é capaz de viajar através da maioria dos materiais. Isto é particularmente vantajoso nas operações de recepção de mercadorias em depósitos e em aplicações onde a informação deve ser coletada a partir de itens que tenham orientação heterogênea.

Um leitor RFID é capaz de distinguir e interagir com uma etiqueta individual mesmo que multiplas etiquetas se encontrem dentro do campo de leitura do dado. Entretanto a discriminação de etiquetas não fornece a posição fisica absoluta de um item que se oferece o código de barras é um ponto especifico na linha de embalagem. Os tags que não respondem por qualquer razão requerem uma busca manual e uma etapa de verificação, ou em seu defeito desvia-se o pallet inteiro para realizar uma análise das causas.
Velocidade de Leitura

As etiquetas de RFID podem ser lidas mais rápidamente que as etiquetas de códigos de barras em graus teóricos de 1.000/seg ou mais. Isto supera amplamente a velocidade de leitura a nível de cada unidade que possui o código de barras.

A velocidade de RFID tem grande valor nas aplicações de recepção e despacho de mercadorias em grandes volumes, onde uma elevado numero de itens precisam ser contabilizados com rapidez.Por exemplo, quando se recebe um pallet de caixas etiquetadas em um depósito, um leitor RFID pode identificar potencialmente potencialmente todas as caixas sem desmontar o palete e escanear cada uma individualmente.
Durabilidade

Para maior proteção, as etiquetas RFID podem ser inseridas em substratos de plástico duro ou outros materiais. Apesar de que são significativamente mais duradouras que as etiquetas de papel dos códigos de barras, ambas dependem do adesivo que as mantem intactas e coladas a um item. A natureza das etiquetas RFID permite durar mais do que as de códigos de barras.

O calcanhar de Aquilles de uma etiqueta de RFID é o ponto de união da antena com o chip. Um corte que danifique o ponto de união inutilizará a etiqueta, quando o código de barras somente seria levemente degradado.
Armazenamento de Dados

O código EPC identifica a classificação de um item genérico, entretanto EPC permite identificar um item de forma individual através de um numero serial designado.Os tags RFID de alto valor contém vários kilobites de memória ( milhares de caracteres ). Este incremento de informação na capacidade de armazenamento de dados cria uma base de dados de informação portátil, permitindo que uma grande numero de produtos sejam rastreados, com dados como a data de fabricação, o tempo consumido em transito, sua localização no centro de distribuição ou a data de validade do item.
Flexibilidade de Informação

Com respeito a informação dinamica, as etiquetas RFID são capazes de realizar operações de leitura e escrita, permitindo a atualização de informação em tempo real de um item que se move ao longo de uma cadeia de distribuição ou abastecimento.
Redundancia de Informação

As etiquetas RFID retem informação em forma definitiva, oferecendo a unicamente através de um leitor configurado para receber estes dados. A integridade do sistema não é linear ( pode-se aceitar ou recusar o que o leitor transmite ).Os códigos de barras, por outro lado, tem usualmente um formato de legibilidade de caracteres humanos em conjunto. Isto permite uma recuperação direta no caso em que o código de barras falhe na leitura. A combinação de etiquetas RFID contendo códigos de barras e caracteres humanamente legíveis oferece a melhor alternativa de redundancia e integridade da informação.
Segurança

Algumas etiquetas RFID suportam a combinação de palavras chaves que podem faze-las ilegíveis para os sistemas que não usam as chaves de acesso do código EPC.
Custo

RFID requer investimentos em capital. Os principais custos estão representados por ( impressoras, leitores, antenas e tags ) e por serviços profissionais (assessoria, engenharia de projetos, instalação e capacitação dos usuários). O retorno de investimento justificaria a tecnologia RFID diante do perigo de perder um cliente importante.

É recomendavel adotar uma aproximação pragmática, a partir de um reduzido valor de investimento que permita adquirir experiência na tecnologia.